domingo, 5 de julho de 2020

Crônicas da Cidade Pandêmica: CABEAMUN 1


O brasileiro anda firme no empecilho de ser o mais completo idiota no mundo. A competição é muito boa: nossos brothers  dos EUA estão a toda, e saíram, arrisco dizer, bem na frente, como costumam fazer desde sempre. Ali o ambiente de armas e pessoas imbecis ajuda muito eles a seguirem à frente da competição. EUA medalha de ouro em asneira? Talvez!

Mas como somos brasileiros e não desistimos nunca, estamos aí firmes e fortes;. esses dias, um shopping resolveu fazer uma venda drive thru, com os carros passando por dentro do próprio estabelecimento. Isso, numa cidade que está ainda no dito "sinal vermelho" de abertura, ou seja, nem deveria estar funcionando realmente o lugar.  No Rio de Janeiro, imediatamente após uma abertura que nem deveria ter acontecido, alguns bares registraram aglomeração recorde,  com pessoas sem máscaras, alegria sem motivo a mil. "Finalmente voltando à normalidade", uma pessoa que grava o vídeo disse, e nisso eu discordo: sempre estivemos na normalidade. O brasileiro médio não deixou de ser um imbecil só porque estava de quarentena. Afinal, no começo da pandemia, as pessoas se atropelaram para comprar papel higiênico, esquecendo talvez que:

1) O mundo não ia acabar, e portanto você poderia comprar papel tranquilamente num momento posterior;

2) Existe sempre a possibilidade de você lavar a bunda depois de fazer cocô. Ou talvez as pessoas realmente não soubessem disso: nesse caso, não deixou de ser um aprendizado pra elas!

É tanta asneira, tanta, que eu francamente não consigo falar todas numa crônica só. Sendo assim, pedindo a benção do saudoso Stanislaw Ponte Preta, ressuscito aqui seu FEBEAPÁ (o Festival de Besterias que Assolam o País), num pacote mais jumbo. Como a burrice está ganhando de goleada pelo mundo inteiro, faz-se urgente alguém marcar a competição de jumentices internacionais. Declaro portanto, iniciado o Campeonato de Besteiras que Assolam o Mundo, ou CABEAMUN, para facilitar. Porque essa sigla, prezados organismos que leem este texto? Porque sim, na verdade. Faz a homenagem e vira algo novo, ao mesmo tempo. Estamos aqui para surfar na onda do passado!

Torno aqui solene então, acompanhar dolorosamente as besteiras que nossa humanidade estpa fazendo durante a pandemia, e manter uma pontuação digna, sem bairrismos, apesar de que, como vimos, o Brasil está com fome de ganhar, talvez por trauma do 7 a 1 ainda latente nas almas. Contudo, vamos ter que nos esforçar muito: Taiwan acabou de lançar um serviço paras pessoas fingirem que estão viajando ( com check-in, entrar no "avião" e tudo), para os viventes que sentem saudade da rotina de se apertarem do lado de um estranho numa poltrona mais barata que sua alma. Olha aí gente, oriente se orientando na Competição! Mas eu não desisto, AGORA É BRASIL!




quinta-feira, 2 de julho de 2020

Crônicas da Cidade Pandêmica: Elegia



Hoje, marcamos quase um milhão e meio de infectados no Brasil, e mais de sessenta mil mortes.  Pra você ter uma ideia, em 2019, morreram de homicídio neste país pouco mais de 40.000 pessoas, de acordo com os dados oficiais - e isso de uma das mortes que nós, em tese, mais nos preocupamos. E isso num ano todo: ainda estamos em Julho, acabamos de começar o segundo semestre.

Se formos considerar mortes por causas respiratórias, o principal sintoma do Covid-19, os dados vão se acumulando em emergência:  O Brasil teve um aumento de 8,15% de mortes por essa causa, de acordo com a ARPEN (Associação de Registradores de Pessoas Naturais).  Evidentemente. o principal contribuidor disso é o Corona, a despeito do que insite em acreditar o presidente Bolsonaro, quando afirma ser tudo um grande exagero da imprensa.

E no entanto, temos um culpado maior nisso tudo, ou ao menos em uma das áreas que mais afetam nossa sociedade atualmente. Pois veja, não podemos fazer nada a respeito das questões estruturais: resta-nos esperar que os nossos representantes no poder façam algo que possa nos ajudar a sobreviver a esta crise maldita, a esta peste moderna. Alguns estão ajudando, outros estão claramente atrapalhando (cofcof Bolsonarolazarento cof cof), mas é inegável que esta bola, não nos pertence.

Contudo, existe uma série de coisas que poderìamos estar fazendo melhor, e simplesmente nos recusamos a tanto. Talvez por estarmos cansados da quaretena que não acaba, talvez por puro e simples egoísmo, Muitos de nós estão vacilando nos cuidados, e digo isso com pesar no coração, pois alguns destes que vacilam eram justamente parte dos poucos que ainda se valiam de tentar respeitar a quarentena. Talvez também seja uma falsa esperança: afinal, se na Europa já estão reabrindo, porque não no brasil, esta terra que certamente já sofreu tudo que tinha de sofrer, na visão dos iludidos?

E toca haver bares disfarçados de pet-shop, para poder funcionar escondidos. Toca desativar hospitais de campnaha, na esperança que tudo jáa está acabando. Até mesmo conversa sobre retorno do campeonato carioca estão acontecendo - tudo seguindo, de acordo com as autoridades, "o máximo de proteção necessário para isso", como se  houvesse possibilidade de se proteger da doença em meio a um jogo acirrado. Não falo aqui dos trabalhadores essenciais: esses tem todo meu apoio e suporte. Falo dos que insistem em sacrificá-los, sem ao menos garantir que eles tenham o mínimo de segurança. Não à toa, o percentual de pessoas infectadas com coronavírus nos bairros pobres da cidade de São Paulo, a maior metrópole do país, é 2,5 vezes maior do que nos ricos. Ou seja, eles simplesmente não se importam se o pobre morrer: a ideia aqui é reabrir tudo, e que morram os (pobres) que tem que morrer.

E falando de morrer, essa sim é a nossa principal falha, nós, humanos, cidadãos, viventes. pois cada um desses números para nós, tornou-se apenas isso: um dado numérico. Um algo que olhamos todos os dias, e anotamos na agenda mental na nossa cabeça. Hoje 60 mil; amanhã talvez 62 mil? 63 mil? Quem pode saber? Fazemos isso, e esquecemos que cada uma dessas pessoas estava viva, tinha planos, sonhos, como nós. Era alguém que aqui estava, e depois partiu, em dores, afogada em si mesma. Não lamentamos a morte dessas pessoas, exceto quando é da nossa família, ou é alguém conhecido. E no entanto, é preciso pensar neles. Ao menos um pouco, ao menos por alguns momentos, precisamos absorver a enormidade das mortes que estamos observando. Precisamos rehumanizar a nós mesmos.

As coisas não podem ser apenas "vida que segue". Não podemos deixar que cada pessoa morta tenha sido apenas um degrau pra gente voltar à dita vida normal, sem qualquer elegia por elas. Sem um pensamento de conforto, de piedade. Se nos fizermos dessa maneira, podemos sair incólumes da
covid, mas nunca mais nos recuperaremos da doença no espírito que causamos a nós mesmos.


terça-feira, 30 de junho de 2020

Crônicas da Cidade Pandêmica: Em algum lugar do futuro


Eu e Aline começamos a ver a segunda temporada de Dark. Já tinhamos visto a primeira a algum tempo atrás, acho que foi em meados de novembro, dezembro. Aí, seguimos para ver outra série, outra coisa assim. Não somos fominhas de "zerar" uma série de uma só vez, ainda mais algo complicado como Dark; antes, preferimos ver a temporada e digerir mentalmente a coisa toda, ver se lembramos o diabo do nome de tanta gente loira e branca tudo parecida, e depois ver como seguimos adiante.

Até aqui, a temporada tem sido boa, rendendo uns bons nós na cabeça, e olhadas entre eu e minha amada esposa, quando não entendemos lhufas de que época as coisas acontecem, aonde está acontecendo, quem está falando, etc. No mais, é mais simples que seguir a política brasileira atual. Na verdade, acho que ser brasileiro é uma vantagem enorme para ver a série: estamos acostumados a um emaranhado de pessoas fazendo bostas monstruosas ao longo dos tempos. Chamamos isso de História Nacional.

Mas eu vim aqui falar do que eu fui pensando ao ver Dark, e foi exatamente sobre tempo. Iria eu, caso fosse possível voltar ao começo deste ano, avisado a mim mesmo de alguma coisa, me ajudado a me preparar melhor? Com certeza eu teria avisado meus pais para não comprarem a passagem para me visitarem em Abril, viagem essa que, lógico, nao foi realizada e que não sei muito bem se houve reposição do dinheiro gasto pela companhia aérea para meus pobres pais. Talvez avisasse a mim mesmo para aproveitar e ir num parque o quanto antes com minha esposa; tínhamos, por aquelas alturas, acabado de voltar do Espírito Santo, numa viagem de família com minha sogra, cunhados e sobrinho, e eu estava muito empolgado para viajar mais e conhecer a natureza. Adiei um pouquinho demais, infelizmente. Por outro lado, sem dinheiro, tudo é adiado. Perguntem ao meu óculos velho.

Mas e seu eu pudesse voltar ainda mais, eu pensei, será que mudaria algo mais profundo na minha vida? É uma questão difícil. Nieztche mesmo, falando do Eterno Retorno, propunha a questão se, caso vivessemos a mesma vida infinitas vezes, se isso seria algo bom ou um castigo horrendo. Somos formados pelas nossas escolhas passadas: quem eu sou foi formado pelos meus erros, infortúnios e tragédias do passado, junto com as vitórias também, é claro. E a verdade é que, com todo meu sofrimento passado, eu não consigo me imaginar outra pessoa, o que implica em dizer que eu não consigo me imaginar mudando as coisas de antes. Mudar uma coisa aqui ou ali implicaria eu nunca conhecer, por exemplo, minha esposa, e isso já é um preço alto demais para mim.

Assim, fico com meu humilde eu de agora mesmo. Sou feliz com obstáculos tipicamente brasileiros - e o que mais eu poderia querer? A única mensagem que eu ia mandar para meu eu do passado seria: "Cara, pode me acreditar,tu vai ser putamente feliz!"

"Ah, e joga cinquentão no macaco do jogo do bicho, tu vai me agradecer"

domingo, 28 de junho de 2020

Crônicas da Cidade Pandêmica: Aberturas e Fechamentos

Fonte: Site metropoles.com

O tema atual é a reabertura pós-pandemia. E o que podemos falar a respeito disso? Nada de muito forte, visto que não estamos numa situação pós-pandemia. Ao contrário, o Covid-19 nunca terminou por aqui, ou mesmo diminuiu tão sensivelmente assim. E  no entanto, as pessoas parecem não ter entendido que ela continua, e saem felizes das casas, cantando alegremente um recomeço que não é real.

O Brasil está terminando um isolamento que nunca começou de fato. E falo isso não pelos pobres trabalhadores essenciais, e sim pelos safados que fazem festas pelas horas da noite, celebrando o fato de poderem fazer festas quando muitos se isolam e temem. E eu gostaria de dizer que são apenas os seguidores de Bolsonaro e sua trupe de calhordas - mas eu teria então de admitir que a maior parte das pessoas é seguidora dele, e isso é um prognóstico dos piores.

Não, infelizmente a verdade é que as pessoas só fecharam-se em si mesmas, e não importa mais o próximo. a maioria das pessoas está ali, e observa sua família, e vê que nada aconteceu: este é o momento que o pensamento vem: se nada aconteceu comigo, a doença não existe. Não tenho por que me cuidar, é tudo uma invenção. Ou então, é algo mais visceral mesmo, a ideia de que você é especial, você é o abençoado. Todas as mais de 57 mil pessoas mortas, essas não tinham Deus no coração, mas você, que dorme no culto, que chifra a esposa, que rouba do mercado sem precisar; você sim é o abençoado. Você é o imune da Pandemia.

A reabertura da sociedade no meio de uma pandemia só é possível graças a um fechamento do coração das pessoas - pelo menos, das pessoas que estão no comando desta mesma sociedade. Mas não só delas: aqueles que festejam, que não seguem as questões de segurança BÁSICAS para evitar a disseminação, estes são coniventes, e portanto culpados também. E quem mais vai sofrer, ao fim de tudo, é a parte mais frágil. Rezemos pelo melhor, porque é a única coisa que nos resta. 


quarta-feira, 24 de junho de 2020

Relatos da Cidade Pandêmica: Benjamin, o lixeiro

Fonte: Istockphoto

"O meu cargo, na real, é de gari, mas estou na coleta de lixo por uns 5, 6 anos já. Sempre trabalhei de noite; minha cabeça funciona melhor, meu corpo se arruma bem, sei lá, eu prefiro. Mas já tive que trabalhar de manhã também. Sempre coletando o lixo: com o tempo a gente pega a experiência com isso.

O salário é uma bosta pro que a gente passa. Média de 1200 contos aqui na cidade que eu moro,  correndo risco de se cortar com vidro que uns moradores arrombados botam junto com o lixo comum; correndo de gente armada ali nas ruas mais perigosas; a humilhação de passar e ser julgado como se fosse mesmo o lixo que a gente carrega. esse, aliás, é um dos motivos que a gente aqui de noite prefere esse horário, menos gente, menos aporrinhamento.

Não posso dizer que cruzei a cidade toda, tenho o setor que eu trabalho direitinho. Mas aqui é grande, e variado, então eu sei bem quais as mudanças que tem de cada bairro, em cada parte. A cidade é insana, tem ruas que você só vê mansões, basicamente, e outras partes só casinhas de tijolo cru, uma laje cinza acima. O que sempre tem é um cachorro. Toda rua tem pelo menos um cachorro solto , olhando de longe ou seguindo a gente. Às vezes eles latem e perseguem, mas sendo honesto nem é tantas vezes, pelo menos nesses 6 anos. Alguns a gente até tem amizade, falando à vera pra ti.

Nessa pandemia? Vivendo e segundo, meu irmão. Trabalhador essencial. Sigo pelas ruas, correndo atrás do caminhão, jogando o lixo na caçamba. passo pelas festas que a galera faz, apesar do tal do Fica em Casa que vivem falando. Olho e fico pensando, meu Deus, o que será que faz a pessoa desistir assim? Porque sabe, na minha cabeça, isso não é descrença, é desistência mesmo. Da vida, de um caminho melhor. Não julgo, falar a verdade. Já fui assim.

Mas isso tudo, eu penso rápido mesmo, valeu? Porque daqui a pouco vem a curva, tem que segurar forte: ainda tem mais de 4 horas de turno, e a noite nem começou direito. Olha o que tem aqui no saco: vidro de novo. Eu te falei, mano, o lixo pior é a bosta da pessoa que faz a gente se sujeitar a isso."


segunda-feira, 22 de junho de 2020

Crônicas da Cidade Pandêmica: Neon Demon

Fonte: PS Store

A obsessão atual com os anos 80, e talvez o começo dos 90, não é de hoje, na verdade. Se bem me lembro, ela começou como uma semente ali pelo começo de 2001, 2002. Certamente não estava presente nos anos 90, pelo menos até aonde me lembro: talvez estivéssemos perto demais para sentir saudade, próximos temporalmente, ansiosos pelo que o futuro traria.

E eu posso entender bem isso. Os anos 80 foram uma período bem terrível no Brasil e no mundo, algo como que uma cereja no bolo de cocô que foram os anos 70 e 60, particularmente no âmbito social. É claro que havia um afã econômico em muitos lugares, mas os direitos sociais eram engolidos a passos largos, ditaduras eram impostas sem cessar, gerações e gerações eram sufocadas pela  vigilância paranóica e violência. Quando vieram os anos 80, com sua grave crise econômica e a eminente guerra nuclear, acho que não veio ser realmente uma surpresa para ninguém.

E quando eles acabaram, tivemos os anos 90. E que respiro deve ter sido, sair de um período sombrio com novas possibilidades. A Guerra Fria estava terminada, a Ditadura Militar no brasil devidamente encerrada, com eleições diretas e tudo.  Em todo o mundo, países se reconstituíam, ditaduras caíam. Podia-se finalmente buscar a cura para o espírito sofrido, superar os fantasmas do passado e construir um mundo novo, um mundo forte.

Mas não foi isso que aconteceu, não é mesmo? As sociedades ocidentais falharam em lidar com seus demônios. Como um indivíduo traumatizado que não consegue superar devidamente seus demônios, o mundo ocidental tratou de buscar desesperadamente um demònio novo, qualquer coisa. Drogas, Saddam Hussein, guerras na África e Oriente Médio. No Brasil, boa parte de nosso tempo foi tomado tentando resolver uma grave crise econômica (algo que é meio que um esporte nacional mais representativo que futebol), mas nunca sequer paramos para curarmos as feridas, chorarmos os mortos, consolarmos os inconsoláveis, prendermos os responsáveis. Isso nunca aconteceu, nem mesmo em um nível simbólico.

E hoje, ouvimos as músicas assombradas pelos anos 80, e a moda da época retorna; os filmes, frases, jogos e ações aparecem por todo lado, numa imitação perversa, de certa forma. Sim, porque o que estamos fazendo é muito simples: queremos voltar àquela época, onde o futuro ainda existia, onde havia a esperança de um algo melhor. Não queremos os anos 90: estes são muitos reais, muito demonstradores da nossa falha em alcançar o Eldorado da paz. Queremos os anos 80, porque ali há o doce bálsamo da enganação, da falsa esperança eterna.

Não queremos crescer, nós que nascemos naquela época, porque crescer implicaria em mudar o mundo pelas nossas forças, então preferimos emprestar nossas  forças para ícones do passado, tnato em cultura como em política. Não queremos que nossos jovens cresçam também, não por si sós: queremos que engulam a mesma coisa que engolimos, sejam como que uma versão mais nova de nós mesmos, porque a mudança nos assusta.

Mas ela está vindo. Devagar, e sempre. E quando ela vier, ou ajudamos, ou saímos do caminho.

sábado, 20 de junho de 2020

Crônicas da Cidade Pandêmica: Orange


Quem não tem uma cor favorita? Eu mesmo confesso ter a cor azul como minha favorita. Azul e cinza, a bem dizer: uma grande parte das minhas roupas tem essas cores. Azul é juma cor que me acalma, e cinza... bem, cinza é uma cor discreta, e eu realmente nunca fui uma pessoa que gosta de se destacar tanto assim. 

Dizem que as cores na verdade representam coisas. Há, é claro, a velha e superada simbologia do azul e rosa para meninos e meninas, algo que as pessoas tem cada vez mais se afastado, graças! E é lógico, temos as cores do ano novo: amarelo para dinheiro, branco para paz, verde para riqueza.... Todo mundo faz uma fezinha de ano novo para garantir bons tempos. Eu mesmo estava ali com minha camisa branca, buscando aquela paz em 2020. Acho que não deu muito certo.

Mas falando em cores, nos últimos dias, temos ouvido muito falar sobre a cor laranja no Brasil! E é realmente uma cor muito interessante, que encontrou um lar neste país como nunca se viu em qualquer lugar. Basta saber, que a quantidade de laranjas que temos aqui é maior do que as que plantamos ou importamos! Um mistério, é verdade, mas facilmente SOLUCIONÁVEL- se prestarmos bem atenção.

De acordo com a internet, a cor laranja (e com ela, a fruta) foi símbolo de várias coisas ao longo dos anos: de fertilidade, por ser a cor de um fruto com várias sementes; de equilíbrio entre a libido e a espiritualidade. No Brasil, acabou virando um símbolo de coisa muito mais grave e feia - o que é uma pena com uma cor tão simpática; minha própria esposa adora a cor laranja, e a fruta também. Acho que devíamos repensar a definição: Já quem em geral, um laranja político  não passa de um banana, eu proponho usarmos esse nome a partir de agora. Por outro lado, essa opinião pode ser meu desprazer com a cor amarelo-banana mostrando suas garras.

Por que resolvi falar disso? Por nada não.