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domingo, 16 de junho de 2024

Crônica: Alea Jacta Est




Ultimamente tenho pensando muito no futuro. 

Ter um filho muda as coisas em sua mente. É claro que as prioridades mudam: Um ser minúsculo depende de você quase tanto quanto te ama, e de uma forma tão primal e desesperada quanto. E então você corre para comprar fraldas, remédios, comida específica para o estilo de alimentação dele, e quando percebe um ano e três meses se passaram já, e você mal se recorda como era dormir uma noite inteira, ou como era sua vida antes de sentir tanto amor no coração. Poderes da paternidade, suponho, e estou certo que a minha esposa tem algo igual ou superior a dizer a respeito disso tudo. 

Mas para além disso, eu tenho pensado muito em futuro, em legados. Sou antes de tudo, um historiador, apesar dos tantos chamados de vocações que me puxam para todos os lados. E é difícil para mim não olhar para frente com temor: do clima, dos avanços dos fascismos, dos medos que creio virem acoplados em todos os pais e mães que se importam com seus filhos. O mundo tem dentes e morde, já sabemos, mas como esses dentes assustam quando tememos pela vida de outro! 

Então sigo pensando no futuro, e me paraliso. Bem sei, bem sei: de nada adianta me focar no que não aconteceu ainda, é preciso focar no presente, construir o que se pode, guardar a comida agora e não me preocupar com a fome do inverno. 

Mas eu não tenho escolha. Minha mente é assim, e sou prisioneiro destes químicos que a governam; apenas um espírito tranquilo numa nave mental defeituosa. 

Então sento e penso, e agora já é tarde da noite, e minha esposa e meu filho dormem, e na escuridão da sala de estar sou iluminado apenas pela luz da lua e das estrelas. Daqui a pouco serão 5 da manhã, eu penso. Mas não consigo levantar do sofá

O que me move é o choro do bebê, uma emergência que eu posso lidar. Aline já foi lá no quarto dele recentemente, agora é a minha vez. então levantamos eu e meus temores, e tentamos lentamente dar ao meu filho chorando a calma de espírito que eu já perdi a tanto, tanto tempo. 



domingo, 19 de julho de 2020

Crônicas da Cidade Pandêmica: Fugere Urbis

Fonte: http://mayoorange.blogspot.com/
E de repente o velho ciclo alcança outro aspecto: a fuga pros interiores. Não que a situação esteja melhor por lá; de fato, se considerarmos São Paulo, as coisas estão indo de mal a pior. O governador recentemente disse que grande parte das cidades estavam no chamado "nível vermelho", e será necessário se organizar uma estratégia para atender as pessoas afetadas pelo Covid-19, de novo.

Se a realidade aponta para uma situação matematicamente pior nas cidades interioranas, por que o fascínio da fuga da cidade, nesses tempos difíceis? A bem da verdade, o conceito em si não é novo, mesmo em tempos mais modernos. Desde algum tempo tenho visto mais e mais pessoas buscarem uma vida "tranquila" e se mudando para lugares mais bucólicos - ou pelo menos com a fama de assim serem. Muitas dessas pessoas, de fato, fazem o movimento de retornarem para suas cidades natais, ou talvez a cidade natal de seus pais e avós. Há sempre alguma estrutura ali que os abrace, seja familiar, seja da memória.

Mas, como eu disse, o plano não é novo e remota a tempos feudais mesmo, quando da queda do Império Romano e da fuga das pessoas para interiores, refugiando-se nos feudos (que antes eram propriedades rurais das elites urbanas). O porquê naquela época era evidente : os "bárbaros" invadiam os portões de Roma, e tudo saqueavam. Era necessário buscar uma espécie de segurança entre novos muros, ou talvez um esquecimento por parte da turba invasora, que talvez se contentasse com os saques nas cidades e deixasse seguir em relativa paz os refugiados campesinos.

Não tanto a questão da segurança (que, como vimos, é bastante discútivel, pelo menos no que concerne o Corona vírus), mas muito mais pelo segundo fator, é que eu acho que as pessoas veem no campo seu refúgio ideal: a visão de que ali, longe da turba enlouquecida e sem máscara, a doença passará como uma tempestade desafortunada, e tudo mais ficará em paz, bastando apenas resistir um pouco.

Não posso deixar de manifestar minha discordância desse pensamento, mas também não posso culpar as pessoas que o tem. Pois a verdade é que até eu mesmo busco a paz em lugares diversos esses dias... e em certos dias azuis, quando olho ao horizonte a infinidade de prédios a se perder de vista em São Paulo, fecho os olhos, sinto o vento ao meu redor, e imagino um longo caminho de árvores e verde, com o vento sacudindo as folhas, numa sonata natural.

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Relatos da Cidade Pandêmica: Benjamin, o lixeiro

Fonte: Istockphoto

"O meu cargo, na real, é de gari, mas estou na coleta de lixo por uns 5, 6 anos já. Sempre trabalhei de noite; minha cabeça funciona melhor, meu corpo se arruma bem, sei lá, eu prefiro. Mas já tive que trabalhar de manhã também. Sempre coletando o lixo: com o tempo a gente pega a experiência com isso.

O salário é uma bosta pro que a gente passa. Média de 1200 contos aqui na cidade que eu moro,  correndo risco de se cortar com vidro que uns moradores arrombados botam junto com o lixo comum; correndo de gente armada ali nas ruas mais perigosas; a humilhação de passar e ser julgado como se fosse mesmo o lixo que a gente carrega. esse, aliás, é um dos motivos que a gente aqui de noite prefere esse horário, menos gente, menos aporrinhamento.

Não posso dizer que cruzei a cidade toda, tenho o setor que eu trabalho direitinho. Mas aqui é grande, e variado, então eu sei bem quais as mudanças que tem de cada bairro, em cada parte. A cidade é insana, tem ruas que você só vê mansões, basicamente, e outras partes só casinhas de tijolo cru, uma laje cinza acima. O que sempre tem é um cachorro. Toda rua tem pelo menos um cachorro solto , olhando de longe ou seguindo a gente. Às vezes eles latem e perseguem, mas sendo honesto nem é tantas vezes, pelo menos nesses 6 anos. Alguns a gente até tem amizade, falando à vera pra ti.

Nessa pandemia? Vivendo e segundo, meu irmão. Trabalhador essencial. Sigo pelas ruas, correndo atrás do caminhão, jogando o lixo na caçamba. passo pelas festas que a galera faz, apesar do tal do Fica em Casa que vivem falando. Olho e fico pensando, meu Deus, o que será que faz a pessoa desistir assim? Porque sabe, na minha cabeça, isso não é descrença, é desistência mesmo. Da vida, de um caminho melhor. Não julgo, falar a verdade. Já fui assim.

Mas isso tudo, eu penso rápido mesmo, valeu? Porque daqui a pouco vem a curva, tem que segurar forte: ainda tem mais de 4 horas de turno, e a noite nem começou direito. Olha o que tem aqui no saco: vidro de novo. Eu te falei, mano, o lixo pior é a bosta da pessoa que faz a gente se sujeitar a isso."


segunda-feira, 22 de junho de 2020

Crônicas da Cidade Pandêmica: Neon Demon

Fonte: PS Store

A obsessão atual com os anos 80, e talvez o começo dos 90, não é de hoje, na verdade. Se bem me lembro, ela começou como uma semente ali pelo começo de 2001, 2002. Certamente não estava presente nos anos 90, pelo menos até aonde me lembro: talvez estivéssemos perto demais para sentir saudade, próximos temporalmente, ansiosos pelo que o futuro traria.

E eu posso entender bem isso. Os anos 80 foram uma período bem terrível no Brasil e no mundo, algo como que uma cereja no bolo de cocô que foram os anos 70 e 60, particularmente no âmbito social. É claro que havia um afã econômico em muitos lugares, mas os direitos sociais eram engolidos a passos largos, ditaduras eram impostas sem cessar, gerações e gerações eram sufocadas pela  vigilância paranóica e violência. Quando vieram os anos 80, com sua grave crise econômica e a eminente guerra nuclear, acho que não veio ser realmente uma surpresa para ninguém.

E quando eles acabaram, tivemos os anos 90. E que respiro deve ter sido, sair de um período sombrio com novas possibilidades. A Guerra Fria estava terminada, a Ditadura Militar no brasil devidamente encerrada, com eleições diretas e tudo.  Em todo o mundo, países se reconstituíam, ditaduras caíam. Podia-se finalmente buscar a cura para o espírito sofrido, superar os fantasmas do passado e construir um mundo novo, um mundo forte.

Mas não foi isso que aconteceu, não é mesmo? As sociedades ocidentais falharam em lidar com seus demônios. Como um indivíduo traumatizado que não consegue superar devidamente seus demônios, o mundo ocidental tratou de buscar desesperadamente um demònio novo, qualquer coisa. Drogas, Saddam Hussein, guerras na África e Oriente Médio. No Brasil, boa parte de nosso tempo foi tomado tentando resolver uma grave crise econômica (algo que é meio que um esporte nacional mais representativo que futebol), mas nunca sequer paramos para curarmos as feridas, chorarmos os mortos, consolarmos os inconsoláveis, prendermos os responsáveis. Isso nunca aconteceu, nem mesmo em um nível simbólico.

E hoje, ouvimos as músicas assombradas pelos anos 80, e a moda da época retorna; os filmes, frases, jogos e ações aparecem por todo lado, numa imitação perversa, de certa forma. Sim, porque o que estamos fazendo é muito simples: queremos voltar àquela época, onde o futuro ainda existia, onde havia a esperança de um algo melhor. Não queremos os anos 90: estes são muitos reais, muito demonstradores da nossa falha em alcançar o Eldorado da paz. Queremos os anos 80, porque ali há o doce bálsamo da enganação, da falsa esperança eterna.

Não queremos crescer, nós que nascemos naquela época, porque crescer implicaria em mudar o mundo pelas nossas forças, então preferimos emprestar nossas  forças para ícones do passado, tnato em cultura como em política. Não queremos que nossos jovens cresçam também, não por si sós: queremos que engulam a mesma coisa que engolimos, sejam como que uma versão mais nova de nós mesmos, porque a mudança nos assusta.

Mas ela está vindo. Devagar, e sempre. E quando ela vier, ou ajudamos, ou saímos do caminho.

terça-feira, 2 de junho de 2020

Crônicas da Cidade Pandêmica: O horror nosso de cada dia



O tema do desconhecido é algo muito caro a uma série de autores e diretores de horror e terror. O que pode ter mais potencial de ser apavorante do que, especificamente, não saber o que há em um quarto escuro desconhecido, onde sua mente preenche o vazio com formas e ares sinistros? E neste momento, tornamos o horror o OUTRO, o avatar de nossos males, e decididamente fora de nós.  Porém, eu creio que podemos tentar entender isso muito além deste foco. Ou talvez, o melhor termo seja: entender isso muito mais próximo de nós do que se imagina, exatamente. 

A sensação do desconhecido como matéria-prima do horror é algo que muitos talentosos artistas usaram. Stephen King é muito conhecido por gostar de propor a sugestão dos terrores, antes de lançar mão de cenas mais abertas, grotescas. Num lado mais chegado ao suspense, Hitchcock era um artista que trabalhava nas sutilezas, no que a audiência esperava que acontecesse, sem necessariamente mostrar  vísceras e sangue explícitos na tela. De fato, Psicose é um dos poucos trabalhos dele em que há uma demonstração mais explícita de sangue em tela. Há também outros autores, mais famosos porém com tema smais cósmicos, que não creio que se enciaxem aqui por estar me atendo a um medo mais próximo, mais em nossa vizinhança humana.

De fato, eu escolhi estes dois auteurs, porque creio que eles demonstram especificamente o que acho ser o fator central de nosso tema de hoje: o Inferno ser os Outros. Ou talvez, o Horror ser o outro. Tanto King quanto Hitchcock , embora cada um com suas especificidades, se esforçam em mostrar o lado oculto do humano, mesmo quando há fatores outros que tornam o fio condutor da história mais  complexo, ou mais sobrenatural (no caso de King). Esse caminho, inclusive, é algo muito usado por outros artistas: com certeza é mais fácil criar um monstro e usá-lo como símbolo de algo de podre dentro da própria alma humana, que enfrentar a podridão em si. 

No entanto, aqui estamos. Olhamos para fora, e vemos o horror bem ali. e não se trata de um monstro, ou alienígenas, ou espíritos. O nosso horror é um ministro que diz odiar o termo povos indígenas. É um presidente que se recusa a demonstrar qualquer senso de humanidade pelos mortos do Covid, e que prefere acusar a doença de ser um esquema político. Nem tão longe: é um parente que diz concordar com tudo que o presdiente fala, inclusive sobre exterminar oposição, associar negros a gado de corte, diminuir mulheres como merecedoras ou não de serem estupradas. Esses são nossos monstros particulares, e eles venceram.  Talvez nem tanto Hitchcock( que se preocupava mais com thrillers que com o horror, verdade seja dita), mas Stephen King certamente entendeu isso melhor que ninguém: nunca foram os monstros sobrenaturais o nosso problema, e sim os humanos. Sempre os humanos.

E com isso, esse texto passará, e milhares morrerão por nada, exceto por dinheiro e um lucro maior ao fim do ano. Morrerão protestando por direitos enquanto são massacrados por um estado que não liga para eles. Morrerão sendo admoestados por serem agressivos, por não quererem diálogo, quando tantas oportunidades já foram armadas antes, apenas para serem encaradas com desprezo e escárnio. A dança da morte continua. E até esse crônica é apenas uma estupidez a ser lançada ao vento, ao nada. 

domingo, 31 de maio de 2020

Crônicas da Cidade Pandêmica: Ghost Story

Fonte: Wattpad

Um espectro ronda o mundo - o espectro da Tristeza, com "T" maiúsculo mesmo. E nós, brasileiros, o vemos todo dia, a todo momento. Não me parece exagero dizer que ele permeia todas as nossas ações, e as nossas dores. O que é a raiva que sentimos, ao ver o presidente falar asneiras em plena TV? Não raiva, mas impotência: é a Tristeza a nos afundar em sua lama. O que é a sensação de vermos cada vez mais pessoas morrendo, e os empresários discutindo rebaertura ao invés de se reunirem e tentarem ajudar num isolamente? É a Tristeza novamente, disfarçada de ultraje, de raiva no fundo do peito.

Este fantasma que nos assombra, não está aí a pouco tempo: na verdade , se considerarmos o Brasil, ele sempre nos acompanhou, como uma doença crônica acompanha um enfermo. Arrisco dizer que a Tristeza está intríseca na nossa arte, na nossa comida, nas nossas danças... mesmo canções dos anos 80, ditas mais alegres, sempre carregam em si um quê de melancolia, não? Podemos pensar em canções mais alegres: axés, sambas, pagodes em geral. Mas eu penso que eles podem ser apenas uma froma de disfarçar a dor; é costume da alma mais angustiada tentar sublimar seus sofrimentos de alguma forma, e talvez assim seja com a sociedade também.

Como disse, essa Tristeza não é algo que seja novo. Contudo, como ela tem se espalhado nesses tempos! E não apenas pelo Covid, ao contrário, a Pandemia veio meramente como uma espécie de confirmação de nossas previsões mais pessimistas sobre o mundo. Toda a crise, a revolta, as dores e mortes que sentíamos, em nosso âmago, que viriam, aqui estão. De uma forma ou de outra, os temores se concretizaram.

Não foram, também, os resultados de eleições diversas ao redor do mundo que nos afetaram de maneira tão atroz, embora elas realmente não tenham ajudado. Não sou do grupo de pessoa sque diz que nosso presidente, o Idiota no Planalto, é o responsável pelos nosso males de alma: eu sei que ele é o sintoma final de uma sociedade extremamente doente e podre, que enxergou nele uma solução (ainda que torta) para conseguir uma mudança. E essa mudança veio, e era tão destrutiva quanto muitos de nós falaram. Não me importo se essas pessoa mudaram de ideia agora: a verdade já foi revelada, e suas almas já foram expostas. Olhemos para o que acontece neste momento: é isso que os eleitores de Bolsonaro queriam. Sentem-se mal agora, e dizem se arreepende,r porque efetivamente a mudança afetou a eles mesmos; mas nunca nos enganemos em pensar que eles adquiriram consciência.

Como lutar com essa assombração? Não posso dizer, pois creio que cada um tem sua forma própria de resistir. Também acredito que os que se sentem verdadeiramente assombrados, são poucos, e por isso devemos nos unir. Lá fora, veremos a maioria em uma dança macabra, rindo de horrores, abraçando demônios. Que nós, que acreditamos em algo melhor, algo maior, possamos dar as mãos e construir algo para a próxima geração. Sim, a próxima, porque esta nossa... creio que já não há muitas chances. 

terça-feira, 26 de maio de 2020

Crônicas da Cidade Pandêmica: Tempo de Monstros

Fonte: Luke Pearshall


"O Velho Mundo está morrendo, e o Novo luta para nascer; agora é o tempo de Monstros."

Essa frase acima é atribuída por Slajov Zizek à Antonio Gramsic, e foi supostamente escrita em meados dos anos 30, nas celas em que o grande filósofo italiano sofreu sua prisão por mais de 11 anos. É uma frase carregada, por certo; E mais do que buscar saber se foi realmente escrita por Gramsci, me parece que ganharemos mais buscando entender o quanto ela representa e significa em relação aos nossos tempos.

Estaríamos, afinal, em "Tempo de Monstros"?   As evidências apontam para que sim. Não estamos vendo agora, ao nosso redor, cada vez expressões de exaltações e abusos? Não ligamos a TV e observamos pasmos a celebração do que há de mais absurdo em pleno centro de poder no Brasil? Ou talvez nem mesmo somente aqui: de fato, os extremismos tem se acumulado ao redor do mundo com uma escalada assustadoramente familiar, posto que já vimos acontecer antes, em muitos "antes". Provavelmente em muitos "depois" também.

Contudo, também vemos uma variedade de ações boas acontecendo. Pessoas, anônimas, ajudando seus vizinhos; estadistas que se organizam e ajudam a população de determinados países (não o nosso, infelizmente), a superar a crise de saúde que vivemos. Não são obviamente, monstros, pelo menos não no aspecto que uma sociedade sã julgaria. São contudo, a minoria.

Pois a regra geral é a escuridão maior que a luaz, nesses dias sombrios. A regra geral é o horror: e por isso precisamos acreditar,precisamos lutar. Pois nada mais do que é bom, é certo nesses dias. Se vivemos em um mundo que a regra é a dor, a felicidade não virá enquanto esperamos , ou somente oramos, e olhamos pros césu indagando por que. Há que por a mão na massa, mesmo contra a corrente. Precisamos ser a luz que combate as trevas.